Meninas cristãs perseguidas no Egito

 

 

 

        Meninas vindas de áreas rurais trabalhando nas grandes cidades são um dos grupos mais vulneráveis no Egito. Além de serem cristãs, elas são mulheres e não há ninguém para protegê-las. “Elas trabalham sob constante conflito, medo e humilhação, pois são vistas como pessoas de menor valor. Comumente elas começam a se sentir assim mesmo”, explica Mira*.

       Justine e Dina são duas irmãs de 16 e 17 anos, respectivamente. Elas trabalhavam em uma loja de roupas e tinham um salário mais baixo que o das outras funcionárias muçulmanas. Quando houve um roubo na loja, elas foram acusadas imediatamente. Depois descobriu-se que outro empregado havia realizado o roubo, mas ninguém pediu desculpas para elas e a pessoa que roubou não foi punida.

       As meninas cristãs também enfrentam importunação sexual no ambiente de trabalho. Uma das meninas que Mira visita regularmente é Layla, de 17 anos. Layla contou para Mira que o dono da loja onde trabalha assiste pornografia na frente dela e diz para ela aprender a fazer o mesmo. Se isso acontecesse em algum país do Ocidente, a menina poderia dar queixa na polícia, mas não no Egito. Esse tipo de coisa raramente é investigado pela polícia. Algumas meninas já cometeram suicídio por isso.

*Nome alterado por segurança.

Fonte:portasabertas.org.br

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