O SERVO NA HISTÓRIA

 

 

    “Nenhum amonita nem moabita entrará na assembleia do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na assembleia do Senhor eternamente. Porquanto não foram ao vosso encontro com pão e água, no caminho, quando saíeis do Egito; e porque alugaram contra ti a Balão, filho de Beor, de Petor, da Mesopotâmia, para te amaldiçoar” (Dt.23:3,4).  

 

    O texto que lemos parece afirmar que nenhum descendente dos amonitas e dos moabitas poderia entrar na assembleia (reunião) do Senhor. Isto porque, no passado, esses povos não favoreceram ao povo de Israel (não deram pão e água quando da saída do Egito e procuraram amaldiçoar o povo). Assim, os descendentes desses povos estariam impedidos eternamente de participarem da reunião, como está afirmado no texto. O problema surge quando lembramos que o rei Davi era descendente de uma moabita, de nome Rute (Rt.4:13,17). Há aqueles que defendem que esta proibição estava ligada diretamente aos descendentes que pertencessem até a décima geração, como lemos no texto. Entretanto, esta interpretação parece equivocada, tendo em vista que muitos estudiosos afirmam que esta expressão seria uma figura de linguagem, pois, logo após, o escritor bíblico aplica um termo que nos remete a um período indeterminado eternamente. Outro problema é o fato de que os judeus pareciam entender literalmente essa ordem, mesmo após o período do cativeiro babilônico, e a essa altura da história já se tinha passado mais de dez gerações (Ne.13:1-3). O comentarista da Bíblia Anotada afirma que os substantivos utilizados pelo autor no verso 3 são masculinos, logo, Rute não seria atingida por tal ordem, e isto parece que faz todo sentido.

 

 

Irº. Fábio Pereira/ Ramá –Lt.XV – B. Roxo – RJ

 

 

Errais, não compreendendo as Escrituras...

 Mt.22:29b
 

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